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Degradação e restauração florestal em debate na Argentina

Publicado: Quinta, 17 de Agosto de 2017, 17h54 | Última atualização em Quinta, 17 de Agosto de 2017, 17h54

Especialistas argentinos debatem conceito de degradação florestal

 

Degradação é um tópico complexo nas discussões sobre tema mudança do clima e florestas. Seu monitoramento pode se dar por diferentes metodologias e seu conceito ainda está em consolidação, mas a relação é muito próxima entre a degradação e os processos de desmatamento e restauração florestal. Como o intuito de melhor delinear a degradação florestal no contexto da restauração de áreas florestas, o Ministério do Ambiente da Argentina, apoiado pelo programa ONUREDD das Nações Unidas, convidou especialistas de todo o país para trabalhar por dois dias na conceitualização e na avaliação de metodologias empregadas. A 1° Reunión sobre el Estados del Bosque Nativo y metodologías de evaluación asociadas contou ainda com apresentações de especialistas internacionais para expor sobre iniciativas exitosas relacionadas a degradação e restauração.

 

O Brasil foi convidado a participar para trazer aos especialistas reflexões sobre os anos de funcionamento do sistema DEGRAD e trazer a eles a forma como o tema degradação tem sido discutida no país. Os dados brasileiros de desmatamento ainda constituem um importante elemento para a operacionalização das submissões técnicas de REDD+, mas assim como na Argentina, a falta de um inventário florestal nacional que compreenda todo o território nacional e de um mapa de vegetação com escala mais refinada ainda figuram como desafios a serem superados para avanço da agenda técnica.

 

Após etapa mais expositiva do evento, a equipe de moderação dividiu o público em três grupos, que trabalharam sobre questões orientadoras, trazidos ao final da reunião para uma plenária. Pelo teor das discussões pode se perceber que o contexto em que se desenvolve o tema no Brasil traz mais simplicidade ao processo. Há uma demanda sobre abordagem de degradação florestal nas submissões de REDD+ à Convenção do Clima, contudo, pautada por um conjunto de regras de avaliação afixadas nas decisões internacionais. Os especialistas brasileiros contam, assim, com orientação clara para avançar em uma definição de consenso, bem como nos potenciais meios de monitoramento no médio e longo prazo.

 

Em termos conceituais, o debate entre os especialistas argentinos demonstrou a complexidade do assunto. Questões como resolução especial do mapeamento, escala de desenvolvimento das ações, dados de campo, metodologia para extrapolação e série histórica são algumas das que foram tratadas, na busca por compreensão de quais são os meios mais efetivos de mensurar e reverter a degradação florestal. Como curiosidade, a dimensão social da degradação foi amplamente debatida, diferente do que ocorre nas discussões no Brasil.

 

Os resultados da reunião técnica constituirão insumos para um plano nacional de restauração a ser lançado em breve na Argentina. Porém, a experiência trouxe também impressões muito importantes para o avanço da degradação no Brasil, o que se refletirá em melhores submissões técnicas de REDD+ à Convenção do Clima.

 

 

 

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